A Lenda da Mani

Na tradição oral dos Tupi, povo indígena do Brasil, Maní era uma criança da luz — nascida de uma união sagrada, que partiu muito cedo e foi enterrada com amor pelas mãos de sua mãe. Da terra onde ela repousava, nasceu uma raiz que ninguém tinha visto antes. O povo a chamou de mandioca (que significa a casa de Maní) e dela veio o que alimentaria uma civilização.

Carregamos o seu nome como um lembrete de onde tudo isso começa: na terra, nas mãos, nas histórias que transmitimos.

Duas mães. Um ateliê.

O Atelier Maní nasceu de um tipo particular de saudade — aquela que só quem está longe de casa realmente entende. Somos Giullia e Deise, duas mães brasileiras que se encontraram na Holanda, e que carregavam a mesma memória através do mesmo oceano: o cheiro de Pão de Queijo quentinho saindo do forno, a mesa posta, a família por perto.

O que fazemos hoje é um ato de lembrança tanto quanto é um ofício. Honramos a raiz sagrada — a mandioca, o presente de Maní — tratando-a com o mesmo cuidado e intenção que sempre mereceu. Cada peça que sai do nosso atelier em Valkenswaard foi moldada por nossas mãos, para as suas.